quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tipos de Solo


O tipo de solo encontrado em um lugar vai depender de vários fatores: o tipo de rocha mãe que o originou, o clima, a quantidade de matéria orgânica, a vegetação que o recobre e o tempo que se levou para se formar.
Em climas secos e áridos, a intensa evaporação faz a água e os sais minerais subirem. Com a evaporação da água, uma camada de sais pode depositar-se na superfície do solo, impedindo que uma vegetação mais rica se desenvolva.
Já em climas húmidos, com muitas chuvas, á água pode se infiltrar no solo e arrastar os sais para regiões mais profundas.

Tipos de solo

Solos arenosos
Os solos arenosos têm boa ventilação. Plantas e micro-organismos vivem com mais dificuldade, devido à pouca humidade. O solo arenoso possui teor de areia superior a 70%.
Fig 1 - Solo arenoso



Solos argilosos
Não são tão arejados, mas armazenam mais água. São menos permeáveis, a água passa mais lentamente ficando então armazenada.


Fig 2 - solo argiloso
 

Solo humífero
Esse solo apresenta uma quantidade maior de húmus em relação aos outros. É um solo geralmente fértil, ou seja, um solo onde os vegetais encontram melhores condições para se desenvolverem.
Fig 3 -  Solo humífero




Solo calcário
A quantidade de calcário nesse tipo de solo é maior que em outros solos. Desse tipo de solo é retirado um pó branco ou amarelado, que pode ser utilizado na fertilização dos solos destinados à agricultura e à pecuária. Esse solo também fornece a matéria-prima para o fabrico de cal e do cimento.


Fig 4 - Solo calcário.

Como podemos ver existem vários tipos de solo, a sua constituição varia de local para local . É importante a distinção dos vários tipos de solo pois permite-nos avaliar entre outras coisas o tipo de agricultura ideal para cada tipo de solo.



Fontes:  http://ajudaalunos.blogspot.pt/2009/07/rochas-e-solo.html 




quarta-feira, 9 de maio de 2012


Explorações de recursos geológicos.

Com a crescente populacional e industrial com que nos enfrentamos hoje em dia, também é necessário haver um aumento da exploração de recursos geológicos. Para a exploração em massa desses recursos é necessário nova tecnologia e pesquisa que envolve um grande investimento. O Homem com este ritmo de exploração está a fazer com que alguns recursos naturais se esgotem e assim o preço dos mesmos aumente. Actualmente são os factores de ordem económica e tecnológica que determinam o que pode vir a ser minério.

Desde o inicio o homem tem utilizado recursos geológicos para o ajudar no seu dia-a-dia, em épocas como por exemplo a idade do bronze, cobre, pedra, etc.
Sendo assim, um recurso geológico é um conjunto de materiais de origem geológica no estado sólido, liquido ou gasoso  que o homem utiliza em seu proveito.Os locais de exploração mineira designam-se de minas e podem ser a céu aberto ou em profundidade.A exploração de um recurso geológico está dependente de vários factores como por exemplo a concentração em partes por milhão (ppm) do elemento químico tem de ser superior ao seu clarke(concentração média de um dado elemento na crosta terrestre). Uma zona onde o a concentração em ppm é muito superior ao clarke diz-se que é um jazigo mineral e quando o agregado mineral tem um constituinte que constitui interesse económico denomina-se minério.
Um dos maiores problemas da exploração mineira é o material resultante da separação e tratamento que não é aproveitado designa-se de ganga. Ao conjunto de ganga que é acumulada superficialmente denomina-se escombreira. Por vezes devido ao avanço da tecnologia e do interesse económico de certo mineral, o que dantes se considerava ganga passa a ter valor industrial e se passa a classificar de minério. O lítio, o urânio, é um desses exemplos.
As escombreiras podem influenciar muito o meio ambiente circundante na medida em que devido à erosão, devido principalmente ás águas da chuva, os minerais presentes nas escombreiras podem ser lixiviados e assim contaminar solos circundantes e recursos hídricos de metais pesados.

Devido à exploração mineira podem referir-se várias alterações tais como:
- Contaminação da atmosfera através de partículas sólidas, poeiras e gases.
- Elevada poluição sonora resultantes dos explosivos e da maquinaria utilizada.
- Contaminação das águas e dos solos que ficam com partículas sólidas e elementos tóxicos.
- Destruição da paisagem natural, fauna e flora, nomeadamente depressões no solo ou montanhas que não existiam que causam uma modificação das redes hidrográficas.
- Modificação do ambiente sociocultural que é reflectida no aumento da densidade de trafico de transporte dos minerais.  
Bibliografia: Livro de geologia 12º ano
Reflexões: Os recursos geológicos cada vez vão se tornar mais difíceis de encontrar pois o elevado consumismo é o principal motivo para a sua excessiva exploração.


Aquífero




































Um aquífero é uma unidade geológica que contém água e que pode ceder em quantidades economicamente aproveitáveis.
Também deve constituir uma unidade natural de funcionamente, cujo comportamento seja susceptível de ser simulado através de modelos numéricos, com o objectivo de apoiar tarefas de gestão, tanto qualitativa com quantitativa.



Tipos de aquíferos:


Aquíferos livres - nos aquíferos livres existe uma camada impermeável que serve de base a uma zona superior, permeável saturada em água.


Aquíferos cativos ou confinados - são aqueles em que as formações que os constituem estão limitadas, no topo e na base, por formações impermeáveis. Toda a espessura do aquífero está saturada de água e a pressão no seu interior é superior à atmosférica.


Outras formações geológicas que contêm águas subterrâneas:
Aquitardo – formação geológica, impermeável, que permite a acumulação de água em falhas e a sua extracção só ocorre quando o furo se localiza sobre a falha.

Aquicluso – formação geológica que armazena água, mas não a liberta.

Esquema com os vários tipos de aquíferos:

Nota: neste esquema consideram-se ainda os Aquíferos semiconfinados - neste tipo de aquíferos, uma das formações encaixante, do topo e/ou da base, permite a transferência de água para outro aquífero.


Ainda existe muita gente que consome água proveniente dos aquíferos normalmente a partir de poços ou perfurações.Existem diferentes tipos de aquíferos que variam consoante a sua localização e o tipo de rocha em que se encaixa. É importante assim  o estudo dos aquíferos já que é neles  que se encontra uma grande parte da água potável do planeta. 
http://www.infoescola.com/hidrografia/aquifero/
http://www.educacional.com.br/reportagens/alterchao/parte-02.asp

Ciclo Hidrológico


Imagem do Ciclo Hidrológico
Ciclo Hidrológico


O conceito de ciclo hidrológico está ligado ao movimento e à troca de água nos seus diferentes estados físicos, que ocorre na Hidrosfera, entre os oceanos, as calotes de gelo, as águas superficiais, as águas subterrâneas e a atmosfera. Este movimento permanente deve-se ao Sol, que fornece a energia para elevar a água da superfície terrestre para a atmosfera (evaporação), e à gravidade, que faz com que a água condensada caia (precipitação) e que, uma vez na superfície, circule através de linhas de água que se reúnem em rios até atingir os oceanos (escoamento superficial) ou se infiltre nos solos e nas rochas, através dos seus poros, fissuras e fracturas (escoamento subterrâneo).
Nem toda a água precipitada alcança a superfície terrestre, já que uma parte, na sua queda, volta a evaporar-se.
A água que se  infiltra no solo é sujeita a evaporação directa para a atmosfera e é retida pela vegetação, que através da transpiração, a devolve à atmosfera. Este processo chamado evapotranspiração ocorre no topo da zona não saturada, ou seja, na zona onde os espaços entre as partículas de solo contêm tanto ar como água.
A água que continua a infiltrar-se e atinge a zona saturada das rochas, entra na circulação subterrânea e contribui para um aumento da água armazenada (recarga dos aquíferos). Como podes ver na figura 3 na zona saturada (aquífero) os poros ou fracturas das formações rochosas estão completamente preenchidos por água (saturados). O topo da zona saturada corresponde ao nível freático.
A água subterrânea pode ressurgir à superfície (nascentes) e alimentar as linhas de água ou ser descarregada directamente no oceano.
A quantidade de água e a velocidade a que esta circula nas diferentes etapas do ciclo hidrológico são influenciadas por diversos factores como, por exemplo, o coberto vegetal, altitude, topografia, temperatura, tipo de solo e geologia.

Imagem representativa da zona não saturada e zona saturada no subsolo
Zona não saturada e zona saturada no subsolo.

A água é a o mais importante recurso natural existente no planeta, essencial para a vida e para o própria dinâmica geológica da terra. É assim essencial a preservação deste bem e para isso deve-se  ter em conta todo o seu clico.


Fontes:  http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/ociclo.htm

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Factores que Condicionam a Exploração de um Recurso

Quando se decide explorar um recurso mineral em determinado sitio a que ter em conta vários factores que determinam a  viabilidade económica da exploração.
Não basta só que um recurso exista no local para que seja possível e viável  explora-lo.

Localização.

O primeiro factor a ter em conta é a localização da potencial exploração. Por vezes o recurso encontra-se em lugares com acessos difíceis longe do local de processamento e de venda o que torna o transporte e o produto final demasiado caros.

Concentração


Um recurso não é apenas viável de ser explorado por se  encontrar num determinado lugar, é necessário que este se encontre em quantidades acima do normal.
Para que o recurso seja explorado a sua concentração tem de ser maior que o seu clarke.

Clarke: É a concentração média de um determinado elemento químico na crosta terrestre e exprime-se em parte por milhão (ppm) ou gramas por tonelada.

Fig 1 - Exemplo do clarke de alguns elementos.

Cotação


Outro factor que determina a viabilidade da exploração é a cotação do mineral, ou seja, o valor que este mineral tem no mercado.
Se um determinado mineral tiver um valor muito baixo a exploração pode não ser viável pois a margem de lucro vai ser pouca ou até inexistente, no entanto se a cotação do mineral aumentar a exploração pode-se tornar viável.


Fontes:http://mundoadescoberta.blogspot.pt/2010/06/diario-de-aula-94-recursos-minerais.html